quinta-feira, 22 de março de 2012

Passando o mico

Bom dia a todos! Cá estou eu novamente atrasado com o POST. Já vi que os comentários rolaram soltos no post anterior. Esses jogos de meio de semana que terminam à meia-noite (e ontem foi além) são realmente complicados... Acho que vou passar a deixar o POST em branco, de véspera, pra galera comentar.
Vamos ao que interessa: que sofrimento é esse, hein?! Sinceramente, achei que fosse ser um jogo difícil, mas que em algum momento as coisas iriam clarear e assumir suas devidas posições no contexto. Assim foi na rodada das 19:30, nos jogos do Grêmio e Palmeiras, que penaram, mas acabaram bem classificados. E o que vimos? Um Treze abrindo o placar num lance casual no primeiro ataque, logo aos 3 minutos, e mudando o panorama do jogo.
Na verdade, até achei bom esse gol, pois descartava de vez a possibilidade de alguém querer jogar pelo 0 a 0. Em contrapartida, isso acabou enervando o torcedor, já ressabiado, que passou a pressionar (e vaiar) a equipe com menos de 10 minutos de jogo. Felizmente, o empate não demorou a vir, mas a partir daí o que vimos foi um festival de chances claras perdidas, a maioria por pura incompetência, e um Treze atacando com 5, 6 e até 7 jogadores. E eu me perguntava: "por que nossos jogadores não conseguem fazer o mesmo??". No ataque, éramos minoria. Na defesa, também. A diferença é que no lado de lá, tinha gente a fim de correr, de carregar a bola, de se apresentar pra receber um passe. No Botafogo, "sair jogando" significa a dupla de zagueiros tocando a bola de um lado a outro na intermediária defensiva até que um deles resolve fazer um lançamento, pois raramente alguém se apresenta pra receber. Aí é na sorte! Se cair no pé dos nossos, beleza. Senão, é contra-ataque certo. Não é possível que um técnico não consiga fazer os jogadores enxergarem isso... A menos que ele também não esteja vendo.
No segundo tempo, o Treze já não demonstrava o mesmo ímpeto, mas não lhe faltava coragem. Aliás, coragem faltou ao árbitro que assistiu passivamente a uma sequência de faltas e a uma "cera" acintosa - anti-jogo claríssimo - e poucas vezes se dignar a puxar um cartão. Mesmo assim, o Treze finalmente teve um jogador expulso. Desse momento em diante, foi ataque contra defesa, mas a forma atabalhoada e a imprecisão nas finalizações, não permitiu que o Botafogo chegasse à vitória.
O jogo chegou aos 50 minutos e nada. 1 a 1 e fomos para mais uma disputa sofrida de pênaltis, coisa que normalmente deixamos a desejar. As coisas começaram bem, com o Treze logo ficando em desvantagem na primeira cobrança. Era só botar a bola pra dentro. Mas ainda tínhamos na relação Renato e Loco Abreu.
Abro umas aspas para um comentário: acho que um jogador que habitualmente não chuta em gol durante uma partida, não tem cacoete para cobrar pênaltis. E Renato é um desses jogadores. Tem categoria, bom passe, mas não chuta. Contra o Fluminense, ele já tinha cobrado mal, mas a bola entrou. Dessa vez, cobrou da mesma forma. Não é jogador pra ser relacionado nas decisões por pênalti, apesar de toda sua experiência. Já o caso do Loco é diferente. Tem que parar com esse história de que o cara é rodado, é "loco", tem "cojones". Ele tá mal e fim de papo. Dá um tempo nele. Coloca outro pra assumir essa responsabilidade e volta com ele aos poucos. Não tem como o cara não sentir uma pressão dessa. Na fase atual, todo mundo espera que ele perca.
Voltando aos pênaltis, o fato é que conseguimos a classificação simplesmente porque o Treze abusou de errar suas cobranças também. E fechou com uma bisonha tentativa de cavadinha que saiu fraco e acabou nas mãos de Jefferson que já tinha caído para o canto, mas teve tempo de se recuperar. Só não entendi a reação de indignação, primeiro do Jefferson e depois de Antônio Carlos e outros dois que nem lembro, reclamando com o cobrador do Treze pela tentativa da cavadinha. Tinham que canalizar essa energia toda pra dar uma sacudida no elenco por atuações melhores. E tinham, principalmente, que agradecer ao jovem atacante por ter ficado com esse "mico" nas mãos.

5 comentários:

  1. Amigos, o que foi aquilo ontem? Estou sem palavras; então, é melhor ficar calado. Mas quero dividir a perplexidade e os efeitos da noite passada com vocês fazendo uma pergunta singela: o que vocês pensaram quando viram o Felipe Menezes indo para a cobrança?

    Saudações indigestas.

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    1. Respondo: menos receio do que quando foram o Renato e o Loco. Pelo simples motivo de o Felipe Menezes saber chutar. E, cá entre nós, foi a melhor cobrança. Tanto que o goleiro, mesmo acertando o canto, não pegou.

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  2. Daniel, seu comentário foi perfeito, ressalvo apenas a última parte do comentário sobre o Jefferson e A.Carlos. Na realidade não houve uma reclamação sobre o estilo de cobrança de pênalti(A chamada cavadinha, que não foi inventada pelo L.Abreu e nem por Djalminha ou Marcelinho Carioca, ela foi criada por um jogador Iugoslavo no início dos anos 70). O que aconteceu foi que aquele jogador disse, ainda na Paraíba, que não precisava respeitar o Botafogo pois era um time pequeno. Estas discussões devem ser apenas de torcedores e não de jogadores. Como ele disse isso lá e o Jefférson agarrou o pênalti, ele partiu para cima do jogador e falou que aqui não(Niltão). Tem que respeitar o Botafogo sim. Eu gostei da atitude dele e acho que um jogador de brio, que gosta do Botafogo, tem que tomar esta atitude sim. Já cobramos isso aqui no ano passado quando alguns jogadores não tomaram esta atitude. Parabéns ao Jéfferson e A.CArlos.
    Daniel, o jogo foi sofrido, mas conseguimos passar. Acredito que na próxima fase, apesar de ser um time muito difícil, como disse o Lago, vamos passar com menos traumas.
    O L.Abreu não pode mais bater pênaltis. Pênalti é para o Herrera. Quando estivermos próximos de uma decisão por pênaltis e o Herrera estiver no banco, ele tem que entrar no lugar do L.Abreu.
    Final de semana tem Cariocão. Vamos torcer e apoiar o time, que está precisando de uma sacudida.
    SAUDAÇÕES ALVINEGRAS

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    1. Não sei não, Presidente... Acho que, no calor do jogo, eles se sentiram meio ofendidos com a "cavada". O lance do "não respeitar" foi dito por outro jogador (Manu), autor do gol de empate. Enfim, acho que já caiu a ficha pros envolvidos. Agora, são águas passadas...

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    2. O que eu li sobre o assunto está mais para o Daniel, caro Presidente.
      Daniel, são águas passadas mas todos, incluindo a imprensa paulista que adora pegar um pé contra qq coisa do futebol carioca, criticaram muito a postura do Jeferson.
      Mesmo sendo contra a falta de respeito do tal Manu, resposta se da em campo, jogando bola e nao enfiando dedo na cara de jogador.
      Parece que isto a boleirada do Botafogo nao anda conseguindo.
      Mais um mico em rede nacional que o grupo do Botafogo prega em seus torcedores. E haja gozação.
      Sinceramente, ser Botafoguense não é para qualquer um... Ainda mais nestes tempos bicudos.

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