sábado, 19 de maio de 2012

Desabafo

Muito se noticiou essa semana sobre o destino do problemático Jóbson. O jogador, que vem derrapando constantemente pelas curvas da vida, apesar de ter à sua disposição uma estrada pouco sinuosa, bem pavimentada e larga, insiste em jogar fora todas as chances que lhe são dadas. E não foram poucas...
Depois de um início de temporada promissor, onde o atleta, esperando o final de sua parca suspensão, mostrou aplicação nos treinamentos e uma alegria que parecia querer dizer: "Agora sim! Vamos começar pra valer.", passou por um período de readaptação, entrando aos poucos na equipe e esbanjando vontade, apesar da falta de ritmo. De repente, a tempestade!
Noticiou-se que Jóbson desacatara o fisiologista, contestando sua orientação. Multa, afastamento, reuniões, pedidos de desculpas e reintegração. De repente, uma repentina e inexplicável lesão, o mantém afastado dos treinamentos e dos jogos finais do Estadual e das oitavas da Copa do Brasil.
Finalizado o semestre, Jóbson volta ao noticiário que relata ausências e novas reuniões com o atleta, que é perdoado mais uma vez, mas não viaja a Saquarema para a preparação. Agora, em vias de começar o Brasileirão, é dada como quase certa a sua saída. Grêmio Barueri e Náutico se apresentaram para ter o jogador, com mais chances para o time pernambucano. Jóbson declara, como das outras vezes, que quer ficar. Tem algo muito errado nessa história toda... Afinal, preparar e aturar o cara até aqui pra vê-lo jogar o Brasileiro por outro clube, definitivamente, não é a decisão mais inteligente.
Acho que o Jóbson, incontestável com a bola nos pés, é o típico jogador burro. Desculpem falar dessa forma, mas só um jogador burro consegue morder todas as mãos que lhe são oferecidas. Doente? Acho que não... Pra fazer o que gosta, não arruma nenhuma confusão. É falta de profissionalismo, de vergonha na cara mesmo.
Do outro lado, acho que o Botafogo conduz muito mal essa situação toda. Esse vai-e-vem, essa falta de definição, acaba não resolvendo. Ok, há uma questão financeira envolvida. O clube, e provavelmente alguns investidores, bancaram a sua vinda. Logo, o clube não pode desvalorizar o atleta, pelo risco de "morrer com o mico nas mãos". À frente das negociações, ninguém menos que o "imexível" Anderson Barros. A relação dele com os jogadores está pra lá de desgastada e sua credibilidade junto a torcida não preciso nem falar. Será que depois de tantos insucessos, temporada após temporada, trocando de treinador, de jogador, de fornecedor, etc. ninguém desconfie que precisa mexer na cúpula do futebol? Pra dar satisfação à imprensa (porque pra torcida, há muito eles já não estão nem aí!), criam mais um cargo entre o tal gerente e o grupo. É... Deve estar sobrando dinheiro mesmo.
Parem de inventar! O caminho é um só: troca de gerente e coloca o cara pra jogar! No fim das contas, acho que é a única coisa que interessa pra ele (e pra nós também). No dia-a-dia é: treinou, ótimo. Faltou o treino, desconta no salário, mete multa e no dia seguinte, treina em dobro. Mas tem que botar em campo. Senão é dinheiro jogado no ralo. Chegou no final da temporada, não se enquadrou, coloca à venda. Vida que segue.
Tenho certeza que seriam todos mais felizes dessa forma. Clube, jogador e torcida.


2 comentários:

  1. Perfeito o seu desabafo, perfeito.
    Pena que nada mude no Botafogo. Nada mesmo...

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